quinta-feira, 11 de junho de 2009

Callas Forever



Nascida Maria Anna Sofia Cecilia Kalogeropoulos (2/12/1923-16/09/1977), Callas era filha de imigrantes gregos radicados em Nova Iorque, mas devido dificuldades financeiras regressou à Grécia com a mãe aos 14 anos, estudanto canto no Conservatório de Atenas.
Callas faleceu apenas um ano antes que eu viesse ao mundo; escuto sua voz triunfal e lamento não ter tido a dádiva de contemplá-la ao vivo. Se um gênio da lâmpada me concedesse 3 desejos, um deles certamente seria assistir, no Scala de Milão, a maior de todas as Divas.
Como não pude esperar até amanhã, ontem ganhei de presente uma coletânia em CD duplo das principais áreas de óperas interpretadas pela Diva. Dormi nas nuvens embalada por sua voz divina, e acordei com a dúvida: o que fez aquele grego rico trocá-la por uma ex-primeira dama?
O drama não acompanhou Maria apenas nos palcos, sua vida foi recheada de paixões, decepções, sucessos e fracassos. Além de uma figura pública imponente e polêmica, Callas abraçou sua vida com a mesma paixão que cantava, permitiu-se errar, amar, sofrer, cantar.. e retitrou-se quando lhe aprouve. Sua voz marca uma época de resgate do glamour das Óperas, lembrou ao público o que significava estar diante de uma Diva. Aliás A Diva. Não houve, não há e ouso profetizar que não haverá voz como a dela. Diante de Deus e como a Madonna mor, Callas nos presenteou também com o divino, o sublime e com o seu inexplicável talento, que só pode ser tocado com a chama do eterno.
Viva Callas! Pra sempre em nossos humildes ouvidos e corações...

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