sábado, 2 de junho de 2012

Vento


Em um minuto estou na colina verde
E te espero, nua , com a brisa a me acariciar
Os cabelos soltos repartidos ao meio caem em ondas sobre o meu colo
Enquanto ardo de desejo e esperança
Enquanto espero o teu beijo, me consolo com a tua lembrança
Fecho os olhos e sinto sua pele , sua respiração
que no meu pescoço me ameaça e provoca
Me dizendo da impossibilidade do nosso desejo e do quanto precisamos dele
Me fala do tempo em que esperou em silêncio por este momento
Me fala da espera e da vontade de me ter
e Eu, suspiro incandescida por tanto querer
Como brasa me desmancho aos teus pés
Tua lareira enternecida
Tua casa e Tua vontade
Enquanto espero
vislumbro o que ainda virá
me assusto com a intensidade do que podemos ser
me encanto com a possibilidade de ser sua novamente
e de poder guardar para todo sempre a certeza do seu amor
que agora não é mais só seu
dele tomo posse e me entrego
como criança a brincar com o vento da vida
como criança a acreditar na beleza do que nos comove....

E agora não mais quero voltar
não mais quero pousar deste voo cego
que não sei aonde dará
não quero lagar-te a mão
não quero deixar que teus olhos não cruzem mais os meus
Condenada estou a força que vem deles
E assim o quero
assim o faço

Novamente me deito
perdida estou nos braços do teu desejo
Novamente medito
Segura estou na música que ao longe me diz ..
Prossigo.
Mesmo sem saber pra onde
De onde parto, alguém me diz que não haverá porto seguro.
Aqui não é seguro!?
Tão pouco lá onde acho que existo
Agora não há mais respostas para as minhas perguntas empoeiradas.

                                                                                  Débora


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