Hoje comecei finalmente o curso de inglês por tanto tempo adiado, tentei escapar estudando alemão, mas acabei chegando a brilhante conclusão que não iria ter com que usá-lo. Fiz uma aula experimental no Brasas e confesso que me segurei por várias vezes pra não cair na gargalhada diante do patético método 'repita até cansar', mas como quem está na chuva é pra se molhar, lá fui eu repetindo tudo como um papagaio vesgo. Que saudades de Frau Helga, das declinações do alemão e dos colegas de curso. Creio que o meu maior incentivo para o curso de inglês será terminá-lo logo pra voltar ao meu velho e bom curso na Sociedade Germânia e finalmente aprender a língua dos grandes pensadores da humanidade, afinal de contas a língua é o que estrutura o pensamento e como tal não custa tentar...
Mas voltando a minha inquietação antes que ela mesma me disvirtue da minha débil tentativa de falar sobre ela, quero tentar traduzir o que se passa em minha mente. Tenho andando surpreendentemente calma nos últimos dias, paciente e bem ciente do que se passa dentro e fora de mim, mas hoje a minha excepcional acumpunturista decifrou o que tem tomado conta de mim: está com a mente agitada?- perguntou ela na sua calma habitual
O que me incomodava de maneira terrivelmente sutil se revelou diante de uma boba com cara de boba; ali estava a questão. De onde vem isto?! Aonde mora a minha irrefletida inquietação que me faz pensar compulsivamente enquanto automaticamente entoo um assobio despretencioso? Roubaram o freio da minha cabeça e quiçá a embreagem também, já que mudo de marcha e assunto sem a menor cerimônia. As vezes sinto que estou presa aqui dentro e que ninguém nunca entrará e que eu nunca consiguirei sair e revelar a alguém o que de fato sou, mas quem ou o que sou? Eterna questão amoral, atemporal e atormentadamente sã. Não sei de quantas nuvens sou feita, mas sei que são muitas, umas de algodão, doces e breves , outras de trovoada que me fazem desabar pelo ar. Não quero imitar a luz apenas desjo encontar algo breve que me permita perceber o que vislumbre um pouco de verdade. Iluminar minha própria escuridão, minhas dúvidas e até mesmo a impáfia da minha inconsequente verdade. Enquanto não encontro a verdade e sigo sua perniciosa miragem, me perco todos os dias em torno desta mesma inquitação, que corroendo pelas beiradas a minha vontade vai minando o meu desejo pelo novo , que em tão pouco tempo, antes mesmo de existir, se torna velho e gasto, enfim só mais uma coisa boba que não motiva o menor interesse.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
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